O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) condenou o
juiz Antonio Henrique da Silva, da Comarca de Conceição do Almeida, no
Recôncavo baiano, a "pena de censura" por má conduta. A decisão é do
dia 17 de julho, mas somente foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico
(DJE) desta segunda-feira (23). O Pleno do TJ-BA julgou, por unanimidade, a
procedência da acusação. De acordo com o processo administrativo disciplinar
instaurado pela Corregedoria, o magistrado colocou cadeado nas dependências dos
cartórios do fórum da comarca de Conceição do Almeida para impedir o acesso da
promotora de Justiça lotada na localidade. O juiz também foi acusado de tratar
de maneira grosseira e humilhante a promotora de Justiça, os serventuários e
membros da sociedade, além de manusear arma de fogo na frente de diversas
pessoas para intimidá-las. Para reforça a intimidação, o juiz Antonio Henrique
da Silva afirmava ter sido policial militar. O juiz, após um desentendimento
com uma advogada, ainda teria ameaçado prendê-la. De acordo com o acórdão, foi
garantido ao magistrado todas as oportunidades de defesa, inclusive de
qualificação e interrogatório, assistido por advogados. As acusações impostas a
Antonio Henrique foram comprovadas através de depoimentos e fotos. De acordo
com o processo, o juiz chamava, a todo instante, os servidores da comarca de
“incompetentes”. Antonio Henrique, de acordo com acusação, violou os artigos 35
da Lei de Orgânica da Magistratura, do artigo 178, da Lei de Organização
Judiciária da Bahia, e do Código de Ética da Magistratura. A relatora do
acórdão, desembargadora Ivete Caldas, votou pela aposentadoria compulsória. O
voto de Caldas, corregedora geral do TJ-BA, foi acompanhado pelo desembargador
Antonio Pessoa Cardoso. O relator do caso, desembargador Abelardo Virgínio de
Carvalho votou pela pena de advertência.
Ffonte *BN
