Equipes da Defesa Civil do estado e do município de
Taquarituba, a 320 quilômetros da capital paulista, ainda estão fazendo o
levantamento dos estragos provocados pelo tornado que atingiu a cidade, na
tarde desta domingo. Duas pessoas morreram e 64 ficaram feridas. A maioria foi
atendida e liberada em seguida. A prefeitura decretou estado de calamidade
pública. Metade da cidade ficou sem luz e sem telefone. A comunicação e o
fornecimento de energia já foram, parcialmente, restabelecidos. Com a força do
vento estimada entre 150 e 200 quilômetros por hora, pelo menos 150 casas
ficaram destelhadas. Segundo a prefeitura, muitos desses moradores são de poder
aquisitivo elevado e não precisaram contar com abrigos municipais. Por meio de
nota, a Defesa Civil do estado informou que oito pessoas foram abrigadas no
Ginásio de Esportes da Vila São Vicente e várias famílias procuraram se alojar
em casas de parentes ou de amigos. O comunicado revela também, que 30 imóveis
comerciais sofreram danos. Os prejuízos ainda não foram calculados. Entre os
locais atingidos estão o terminal rodoviário, uma beneficiadora de grãos que
incluem feijão, soja e milho produzidos na região e uma empresa de confecção,
além de um ginásio municipal poliesportivo que teve a estrutura metálica arrancada.
Uma das vigas caiu e matou o adolescente Mateus Pereira. No trecho da Rodovia
SP 255, na ligação entre o município de Taquarituba e de Coronel Macedo, um
ônibus da Viação Transfronteira, que fazia o transporte de um grupo de pessoas
a caminho de um evento da terceira idade, tombou ao ser atingido pelas rajadas
de vento, e causou a morte do motorista Jamil Francisco da Silva. A prefeitura
lançou SOS para receber doações na conta corrente do Executivo Municipal :
agência 2712-X, do Brasil do Brasil, conta 95000. Segundo a meteorologista
Helena Turon Balbino,do 7º Distrito do Instituto Nacional de Metereologia
(Inmet), o tornado foi provocado pelo encontro do ar quente e úmido vindo da
Amazônia, com o ar polar seco vindo do Sul do continente. Fenômenos como esse,
explicou ela, não são frequentes, mas já ocorreram no Vale do Paraíba e em
outros pontos do estado. “Nós tínhamos visto a formação de uma nuvem pelo radar
do IPMet - Instituto de Pesquisas Metereológicas do campus de Bauru da
Universidade Estadual Júlio de Mesquisa Filho (Unesp) , que indicava a
possibilidade de tempestade, mas não
Fonte *Agência O Dia
