Ter um carro dos sonhos é
desejo comum para algumas pessoas, mas como é dirigir um carro que custa
R$ quase R$ 1 milhão para quem está
acostumado com veículos menos requintados? Quanto custa o seu carro? Antes que
você saia para consultar os valores na Tabela Fipe (Fundação
Instituto de Pesquisas Econômicas), dados da Fenabrave (Federação Nacional da
Distribuição de Veículos Automotores) podem ser mais úteis neste momento. Dos
dez modelos mais vendidos no Brasil em 2013 – e estamos falando de quase um
milhão de automóveis vendidos –, nenhum deles chega perto de R$ 100 mil. Agora
imagine um motorista que está acostumado com câmbios manuais e puxar a alavanca
do freio de mão ao estacionar o carro a bordo de uma máquina de quase
R$ 1 milhão. A reportagem do iG teve a oportunidade na última semana.
Reunidas em um condomínio de alto luxo no interior de São Paulo, entre as
cidades de Itatiba e Bragança Paulista, diversas montadoras deixaram alguns de
seus modelos mais exclusivos à disposição de jurados para uma eleição de
melhores carros do ano em cinco categorias e em seguida para quem
estivesse presente. A fila, por mais organizada que fosse, era grande. Carros
como o Maserati Quattroporte, Aston Martin Vantage e Mercedes-Benz SL
63 de quem estava ali, gerando as maiores esperas. Curiosamente, o Audi S7, com
uma pintura vermelha extremamente chamativa e linhas agressivas, estava com uma
demanda relativamente tranquila. Lothar Werninghaus, consultor técnico da marca,
logo surgiu com as chaves para o primeiro teste drive do dia.
Maserati
Quattroporte GTS - Preço no Brasil: R$ 925
mil
Os testes já haviam sido
encerrados quando Ney Tessari, responsável pela comunicação corporativa do
grupo Via Itália, avisou que o Maserati Quattroporte estava disponível para uma
volta. Lançado no Brasil no primeiro semestre, o sedã de luxo italiano é uma
barca – no bom sentido –, e isso é percebido logo ao manobrar o carro. O peso
está distribuído proporcionalmente com 50% na dianteira e 50% na traseira, mas
é possível ouvir os estalos dos painéis de madeira abaixo com as quase duas
toneladas do carro. Nas pistas, fica a dúvida se é melhor andar no Maserati
como motorista ou esparramado – confortavelmente – no banco de trás. O
interior, com estofado em couro creme, é puro requinte, e até o tridente,
símbolo da marca italiana por conta de Netuno, deus romano do mar, salta aos
olhos de quem vê a poucos centímetros de distância. Andar em cima de 530
cavalos de potência e quase R$ 1 milhão te deixa um pouco mais conservador,
quase que sem querer. Por ser um veículo caro e com um aspecto de “tiozão”, a
impressão é a de que você toma mais cuidados nas curvas, não pisa tanto quanto
o carro gostaria, e talvez não seja essa a sensação desejada quando se compra
um “carro dos sonhos”. Nesse ponto, o Citröen e o Lexus cumpriram melhor a
função, por muitos reais a menos.

