Vacina
testada utiliza versão enfraquecida do parasita causador da doença.
A malária afeta cerca
de 216 milhões de pessoas todos os anos em todo o mundo e, de acordo com a Organização
Mundial de Saúde (OMS), cerca de metade da população mundial corre o risco de
contrair a doença, que é transmitida por mosquitos que carregam um parasita. Apesar
de a taxa de mortalidade da malária ter sido reduzida em mais de 25%
globalmente desde o início dos anos 2000, na África uma criança morre por conta
do mal a cada minuto. Por sorte, além de a doença ter cura, pesquisadores da
organização Sanaria encontraram uma vacina que previne a doença com 100% de
eficácia. A vacina PfSPZ é feita com uma versão enfraquecida do parasita
causador da doença. O enfraquecimento é feito pela exposição dos mosquitos
infectados à radiação. Nos primeiros testes com a vacina, todos os membros do
grupo de pesquisa que tomaram cinco doses da vacina foram protegidos de
picas de mosquitos infectados. No caso do grupo que tomou apenas quatro doses
da vacina, a eficácia foi de 66%. Atualmente, nenhuma vacina realmente
eficiente está disponível, sendo que a Organização Mundial da Saúde
estipulou como meta o desenvolvimento de uma vacina com pelo menos 80% de
eficácia até 2025. A PfSPZ ainda está em fase de testes e ainda precisa ser
aperfeiçoada em diversos aspectos (um dos atuais desafios dos pesquisadores,
por exemplo, é encontrar uma forma de aplicá-la intravenosamente para aumentar
a sua eficácia). Quem sabe, no entanto, esta é a solução almejada pela OMS?
