EMPRESAS ACUSADAS PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO DE SUPERFATURAMENTO DO METRÔ DE SALVADOR CONTINUAM À FRENTE DA OBRA POR MAIS 30 ANOS

Edição Nº 198 do Jornal Bahia Negócios denunciou o superfaturamento do Metrô de Salvador

O leilão na BM&FBovespa teve apenas uma empresa concorrendo, mas  o  Estado da Bahia comemorou o resultado. Nos próximos 30 anos – caso não haja óbices de última hora – a Companhia de Participações em Concessões (CPC), empresa controlada pelo poderoso Grupo CCR, será responsável pelas obras e operação do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas. O contrato a ser assinado em outubro prevê a construção de 22 estações num traçado de 17,6 km da Linha 1 chegando até Águas Claras/Cajazeiras, e 24,2 km da Linha 2. O investimento previsto é de R$ 3,6 bilhões de acordo com o resultado do leilão realizado na sede da BM&F Bovespa, em São Paulo, que fixou o deságio de 5,05% em relação ao teto estabelecido no edital (R$ 136 milhões); este subsídio do Estado da Bahia contribui para a modicidade tarifária do metrô. O Grupo CCR é um dos maiores do segmento de concessão de infraestrutura da America Latina, controlando 2.437 km de rodovias sob a gestão das concessionárias CCR Ponte (RJ), CCR NovaDutra (SP-RJ), CCR ViaLagos (RJ), CCR RodoNorte (PR), CCR AutoBAn (SP), CCR ViaOeste (SP) e CCR RodoAnel (SP), CCR SPVias (SP) e Renovias (SP). Também faz parte do controle acionário da concessionária Transolimpica, que ira construir e operar o Corredor Expresso Transolimpica, no Rio de Janeiro. O Consorcio VLT Carioca formado pela Actua Assessoria S.A., controlada da CCR (24,4375%), Investimentos e Participacões em Infraestrutura S.A. – Invepar (24,4375%) e Odebrecht TransPorts.A. (24,4375%), RIOPAR Participacões S.A. (24,4375%), Benito Roggio Transporte S.A. (2,00%) e RATP do Brasil Operações, Participações e Prestações de Serviços para Transporte Ltda. (0,25%)ganhou a concorrência para executar os serviços, fornecimentos e obras de implantação, operação e manutenção de sistema de transporte de passageiros através de Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT), na região portuária e central do Rio de Janeiro. Já a Companhia de Participações em Concessões (CPC) é uma das empresas do Grupo CCR e tem por objetivo avaliar as oportunidades de novos negócios, atuando tanto no mercado primário, em processos de licitação, quanto no mercado secundário, sendo responsável pela administração direta de eventuais novos negócios. A CPC detém, desde 2008, a participação de 40% da Renovias, concessionária de rodovias do Estado de São Paulo e, desde 2009, a participação de 45% da Controlar, concessionária de serviços públicos de inspeção veicular da Cidade de São Paulo. Em outubro de 2010, a CPC passou a controlar 100% da CCR SPVias, concessionária de rodovias do Estado de São Paulo e, em 2012, assumiu 80% do capital social da concessionária CCR Barcas, a quarta maior operadora de transporte aquaviario do mundo. A CPC também possui 45,5% da Quiport, operadora do Aeroporto Internacional de Quito, no Equador, mais 48,75% da Aeris Holding Costa Rica S.A., operadora do Aeroporto de San Jose (Juan Santamaria), na Costa Rica, e 40,8% de participação na Curaçao Airport Partners NV, concessionária do aeroporto de Curaçao. Integram a CPC as construtoras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, do Consórcio Metrosal, responsável pela implantação do Metrô de Salvador e acusadas pelo TCU de, juntamente com a Siemens, Engevix, Noronha Engenharia e mais 12 gestores públicos, terem superfaturado R$ 166 milhões nas obras ainda não concluídas.

Fonte Bahia Negócios