Fernando Schmidt, Rui Cordeiro, Binha
de São Caetano, Antonio Tillemont e Euvaldo Jorge já confirmaram candidatura
Com a mudança do estatuto sacramentada, o Bahia agora se volta para as
eleições que devem acontecer no dia 7 de setembro. Presidente, vice-presidente
e 100 conselheiros serão eleitos através de voto direto dos sócios tricolores e
o iBahia Esportes procurou os pré-candidatos à
presidência para saber o que o novo presidente deve priorizar durante o mandato
que vai durar apenas até dezembro de 2014, sem a possibilidade de reeleição.
Fernando Schmidt
presidiu o Bahia durante os anos 70 e ganhou o apoio de Bobô e Virgílio
Elísio
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Fernando
Schmidt, ex-presidente do clube e Secretário para Assuntos Internacionais e da
Agenda Bahia do Governo do Estado
"Em primeiro lugar, o Bahia está concluindo um
processo de intervenção jurídica e tem que ter um processo de intervenção
administrativa. O novo presidente do Bahia que vier a ser eleito, neste mandato
que deve ir até dezembro de 2014, é como se fosse uma continuidade da
intervenção. É preciso sanear o Bahia em primeiro lugar. A situação financeira
do Bahia, patrimonial, social, é vexatória. Por isso mesmo é necessário que
haja um mandato de transição com a união de todas as forças que estão
comprometidas também com essa ideia. Não com aquelas forças que estão querendo
sabotar e impedir que essa ideia vá para frente. Além disso, acho que você, ao
sanear o Bahia financeiramente, você tem condições também de inaugurar uma nova
forma de governança no Bahia. É necessário que essa mobilização de participação
não termine aqui, nem termine numa eleição. É necessário que se planeje, que
esse planejamento seja compartilhado e que a execução seja acompanhada. E que
se preste contas daquilo que estão fazendo. Há quanto tempo não
se presta contas no Bahia? Há quanto tempo que não se sabe quanto é a
folha do Bahia? Há quanto tempo se cometem irregularidades no Bahia sem que
nada ou nenhum tipo de apuração efetivamente aconteça? Por isso, o interventor,
doutor Rátis, contratou uma auditoria, e quem for escolhido como presidente tem
que dar a maior força a essa auditoria, para que suas conclusões sejam
encaminhadas aos órgãos do direito".
Rui Cordeiro foi candidato à
presidência em 1996 e 2008, perdendo para Marcelo Guimarães e Marcelo
Guimarães Filho
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Rui
Cordeiro, engenheiro e empresário
"Nós temos um projeto elaborado por técnicos da Getúlio Vargas. Vamos
trabalhar com três pilares: democracia, transparência e profissionalismo. Em
fevereiro de 2009, protocolei o primeiro pedido de eleições diretas no Bahia.
Em 2010, protocolei o pedido de renúncia do ex-presidente Marcelo Guimarães
Filho. Sou o único candidato que não está ligado a nenhum grupo político. Sou
independente, o único que sempre esteve contra a família Guimarães. Luto pela
democratização do Bahia há mais de quarenta anos. Me candidatei por duas vezes,
sabendo que iria perder, mas dessa vez, vou me candidatar para vencer"
(entrevista concedida ao repórter Cecílio Angelico, do jornal Correio*).
Propostas de Rui Cordeiro publicadas em seu site oficial1. Intervir imediatamente na gestão do Esporte Clube Bahia, estancando o desrespeito aos Estatutos, a ilegalidade, a evasão de recursos, a ausência de receitas, o excesso de despesas e a má gestão.
2. Concluir e ampliar a Auditoria em curso, focando todas as áreas do Clube.
3. Reformulação completa na concepção empresarial do Clube, modernizando e implantando gestão Corporativa.
4. Elaborar plano estratégico, com base nos resultados da Auditoria e implementá-lo imediatamente.
5. Efetuar prestação de contas mensal, de forma pública e transparente, além de auditoria permanente.
6. Procurar todos os parceiros, credores e patrocinadores, para repactuar os contratos existente, extinguindo as cláusulas de confidencialidade, se houver.
7. Implantar o regimento interno, inclusive o plano de cargos e salários, além de benefícios sociais para os funcionários.
8. Profissionalizar todas as atividades do clube, com ênfase no futebol.
9. Estabelecer contratos de prestação de serviços com prazos determinados e valores pré-fixados através de parcerias.
10. Contratação de atletas de alto nível, agregadores, de espírito e conduta profissional, observando e analisando a conduta em outros clubes.
Vaiado por torcedores na Assembleia
Geral de sábado, Binha pede respeito: "sou um torcedor simples"
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Binha de São Caetano, torcedor símbolo do clube
"Investir na estrutura do Bahia, montar uma grande equipe, porque o Bahia foi campeão brasileiro em 1989 e o Bahia precisa ser campeão de uma Copa do Brasil, de uma Libertadores, de um Mundial e de uma Série A, porque o Bahia é uma grande equipe do futebol mundial. Então, quem entrar para ser presidente do Bahia tem que investir para ser campeão brasileiro, porque o Bahia entrar em competição para participar não existe. O Bahia tem que ser campeão de uma Copa do Brasil, de uma Série A, de uma Libertadores e de um Mundial. Eu sendo presidente do Bahia vou investir para o Bahia ser campeão da Copa do Brasil, Série A, Libertadores e Mundial, porque o Bahia é uma grande equipe do futebol Mundial. E eu vou botar 100 mil sócios pagando R$ 20 por mês, porque o torcedor do Bahia é humilde, é simples, é modesto, então 100 mil sócios pagando R$ 20... Uma receita muito boa para manter as condições do Bahia em dia. Quem quer ver o bem do Bahia, vota em Binha para presidente do Bahia. Eu acho que não deveriam me vaiar, deveriam me respeitar, porque eu sou um torcedor do Bahia, simples, humilde e modesto sempre presente. Só porque eu sou um cara pobre de dinheiro? Eu sou tão inteligente igual aos outros, não tenho o poder financeiro, mas eu tenho o poder de Deus, que é mais. E eu presidente do Bahia, o Bahia vai ganhar tudo".
Empresário do ramo esportivo, Antonio Tillemont
pediu afastamento da rádio Metrópole para se candidatar
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Antonio Tillemont,
comentarista e empresário
"Eu acho que o presidente tem que atacar em duas vertentes. Uma é
administrativa, reorganizar a casa que está completamente bagunçada. Reduzir
salários de dirigentes, o Bahia paga hoje salário a dirigente de R$ 25 mil, R$
30 mil, quando você pode botar bons profissionais entre R$ 5 mil a R$ 15 mil.
Só aí você estaria economizando praticamente a metade. Uma redução drástica no
quadro de funcionários do clube. Rever os contratos que foram assinados em nome
do clube, com Arena Fonte Nova, Netshoes... porque pensam que o Bahia é Nike,
mas o Bahia não é Nike, o Bahia é Netshoes. Aliás, acho que o interventor fez
um grande avanço. O Carlos Rátis fez em pouco mais de um mês o que deixaram de
fazer esses anos todos. O cara está saneando as despesas do clube, o cara está
fazendo uma reforma estatutária que a torcida pede há mais de 20 anos. Ele já
vai dar uma contribuição extraordinária para quem for o próximo presidente. O
problema agora é reorganizar a casa, porque não pode o Bahia faturar R$ 65
milhões a R$ 70 milhões por ano e terminar o ano devendo R$ 13 milhões. Que
conta é essa? Então está muito claro que estão gastando mal, mais do que
deviam, ou desviando. Acho que se o Bahia tiver um presidente que não desvie um
centavo sequer, o Bahia é extremamente viável. É só planejar, não gastar mais
do que arrecada, se não a conta não vai bater nunca".
Formado em Contabilidade e Direito,
Euvaldo Jorge comandou a antiga Secretaria Municipal de Transportes e
Infraestrutura (Setin)
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"Arrumar a casa. Acho que o Bahia precisa de um grande administrador,
precisa de uma pessoa que possa se dedicar e arrumar a casa. A gente tem que
ter um equilíbrio financeiro, a gente tem que ter sensibilidade em todos os
níveis. Você não pode estar com o caixa sempre no vermelho, surge um jogador,
surge uma promessa e você tem que vender imediatamente para poder suprir o
caixa. Você tem que ter tranquilidade, esperar que o jogador fique pronto,
valorizado, para aí sim você abastecer o caixa à vontade. O presidente precisa
ter equilíbrio financeiro, tem que botar em diretorias pessoas especialistas.
Você não pode administrar o clube com amigos, você tem que administrar o clube
com profissionais. Pessoas que sejam tricolores, mas que sejam profissionais e
competentes naquilo que vão exercer. Você não pode ter um diretor
administrativo que não conhece administração. Você não pode ter um diretor
social que não conheça da parte social. O financeiro a mesma coisa, para poder
equilibrar as finanças do Bahia e ter responsabilidade das aquisições, trazer o
que você pode pagar, assumir compromissos que você pode pagar, ou seja, é uma
coisa simplória, que é equilibrar o financeiro. Se não fizer isso, nada vai
para frente". Euvaldo Jorge, vereador pelo PP em Salvador
*A equipe de reportagem do iBahia Esportes tentou contatar o
presidente destituído Marcelo Guimarães Filho para saber se ele seria candidato
nas eleições do dia 7 de setembro, mas não obteve sucesso.
Fonte
ibahia esportes


